domingo, 26 de maio de 2013

A BAIXA DO PORTO... FUTURO...


Quando nasce o dia há o lixo, os ecos dos barulho da noite e das novas vidas que agora vivem na Baixa....
A Baixa, já passou por várias formas, já teve vários contornos, já escondeu outras pessoas, outros sonhos e outros cheiros...
Persistem sempre locais de História, em que a beleza das construções ou o seu significado se torna transversal a várias épocas e a modas diferentes.
No Futuro pode ser a Baixa das casas reconstruídas para se viver, ou do comércio ou da noite, ou dos monumentos para turistas ou do sofrimentos dos "sem-abrigo" ou dos barulhos do trânsito infernal, ou da procura de livros raros ou dos chás em cafés de arquitectura fascinante ou dos artistas que procuram inspiração ou de qualquer coisa mais que nem o progresso tecnológico consegue conter, nem o Futuro consegue fazer esquecer...
No Futuro a Baixa... será a Baixa da minha cidade...

segunda-feira, 20 de maio de 2013


RIBEIRA DA CIDADE DO PORTO:

A Ribeira do Porto é 1 dos locais mais típicos e antigos da cidade. Localizada na freguesia de S.Nicolau, junto ao rio Douro, faz parte do centro Histórico do Porto, Património Mundial da UNESCO.

Como local turístico tem muito a visitar: a capela de Nª Senhora do Ó no largo do Terreiro, a Igreja de S.Nicolau na R. do Infante D. Henrique, a Casa do Infante, na R. da Alfândega, também Museu, Arquivi Histórico Municipal e Auditório, quase no extremo do muro da Ribeira, as “Alminhas da Ponte”, um baixo relevo do escultor Teixeira Lopes, Miradouros e as Caves de Vinho do Porto na R. de Ferreira Borges, se quisermos enumerar alguns dos locais a visitar na Ribeira.
Durante o dia é sufciente estar numa esplanada com os amigos e benificiar da vista sobre o rio, para perceber os vários contrastes desta zona do Porto: os turistas que passam, alegres, curiosos e os habitantes que vêm as suas vidas desenrolar-se em vielas apertadas, em gritos, no calãp típico da cidade.
A noite é cheia de diversão e animação. Às segundas-feiras, os preços são mais baixos e vai-se à Ribeira aos “baldes”, ponto de encontro, ponto de passagem para depois ir continuar a noite noutro local; ou então ficar pela ribeira onde abundam bares e ruas cheias de gente e luz.
A ribeira pode ser 1 local histórico, mas para mim ribeira é sinónimo de uma tarde bem passada com amigos, conversa, uma cerveja, risos, rodeados de sons, cheiros e uma graciosa vista.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


LIVRARIA LELLO E IRMÃO:

É impossível não ficar fascinado quando se entra na Livraria Lello e Irmão, na R. Das Carmelitas, nº 144.

A fachada com 1 arco abatido, 2 montras laterais e 3 janelas ladeadas por figuras pintadas por José Bielman, já deixa antever o que se passa no interior.
Quando entramos não são os muitos livros que 1º nos chamam a atenção: é a escadaria de acesso ao 1º piso e a Ponte do Encanto. Além disso, os tectos trabalhados e o grande vitral com o monograma e a divisa da livraria, fazem-nos descobrir mais do que uma loja de instrumentos de leitura.
É quase entrar no passado de 1 mundo tão tecnológico, tão rápido e descobrir aqui dentro que o tempo pode passar devagar; esquecemo-nos do livro que iamos comprar e passeamos na sala e vamos vendo nos seus pilares laterais, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro.
O ambiente é calmo, quase mágico e distante da realidade... depois traz-se o livro que se procurava, sai-se para a rua e 1 carro apita, gente nova passa a rir e o dia volta... devagar...

segunda-feira, 6 de maio de 2013


CAFÉ "PIOLHO":

Já são dez horas da noite!

Já se jantou, já se ouviu o Telejornal, as notícias da “crise” e do futebol.
É hora de irmos...
Lá dentro, no café Âncora d’ Ouro tudo como há anos...
As mesas quadradas castanhas, as cadeiras duras, os empregados com as bandejas de “prata”, alguns conhecidos, outros até mais do que isso...
Toma-se café lá dentro, ou bebe-se um fino, enquanto cá fora se vai acumulando gente e vida...
Malta amiga, caras conhecidas, universitários bem dispostos ou amigos dos amigos...
Se chover e no Porto chove muito, ficamos na esplanada coberta p’ra poder fumar!
Como há mais de 100 anos quando abriu, o café “Piolho” como é conhecido, continua a ser um ponto de encontro dos jovens estudantes.
Encontramo-nos lá!

segunda-feira, 29 de abril de 2013


IGREJA DOS CLÉRIGOS:

A Igreja dos Clérigos na Rua de S.Filipe de Néri é um edifício barroco do século XVIII, construído pelo arquitecto Nicolau Nasoni.

A sua contrução iniciou-se em Junho de 1732 mas as suas obras estiveram paradas durante anos, segundo se pensa devido às intrigas do pároco da Igreja de Santo Ildefonso, preocupado com a “concorrência” que esta nova Igreja lhe iria fazer. A Igreja abriu em Julho de 1748 ainda sem estar concluída.

A sua torre sineira está classificada como Monumento Nacional desde 1910. Tem 6 andares, 75 metros de altura e uma escadaria de 240 degraus.

Nichos, símbolos, estátuas e frontões formam a fachada da Igreja. No seu interior além da abóbada, dos cadeirões, da capela-mor, há 4 capelas laterais onde se destaca a da Padroeira, Nossa Senhora da Assunção.
A torre da Igreja dos Clérigos é um verdadeiro “ex-libris” da cidade do Porto, e o ideal é mesmo subir ao cimo da torre e ter uma vista previligiada e magnífica da cidade.
Passem por lá!

segunda-feira, 22 de abril de 2013


COSTA CAFÉ

Modernaço, o “Costa Café” ganha cada vez mais adeptos.
Foi inaugurado em Setembro de 2012, no Passeio dos Clérigos na baixa do Porto, mas esta coffe house teve a sua origem em Londres em 1971.

Entre as suas especialidades estão o café clássico, o Iced Coffe, Iced Lemonades, Iced Teas, Coffe Coolers, Creamy Coolers, sandes e bolos.

Acabam por ser os jovens que agora “vivem” na baixa portuense os maiores frequentadores desta coffe house, com as suas cores típicas, a simpatia dos seus funcionários e onde é garantida a qualidade de serviço. Lá dentro ou cá fora na esplanada é um óptimo local para lanchar, conversar ou fazer uma pausa, depois de uma visita à Igreja dos Clérigos.
Embora os preços não sejam muito acessíveis vale a pena exprimentar novos sabores talvez com mais qualidade e encanto que os da Starbucks.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Café Majestic



Um dos mais belos e representativos exemplares da Arte Nova na Baixa do Porto é o Café Majestic na Rua de Santa Catarina.

Na biografia de J.K. Rowling diz-se que a escritora escreveu a maior parte do livro 2 Harry Potter e a Pedra Filosofal” no Majestic.

O site Ucity Guides elegeu o Majestic o 6º café mais bonito do mundo, e desculpem os lisboetas mas mais bonito que a Brasileira ou o café Versailles.

O café inaugurado em 14 de Dezembro de 1921 começou por se chamar Elite, mas depressa mudou para Majestic, nome mais apropriado ao espírito dos seus frequentadores.



Ir lá tomar um café ou outra coisa qualquer é diferente, se calhar pode inspirar alguns, pode até aborrecer outros, pode encantar muitos, mas em todos desperta uma emoção; ninguém fica indiferente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estação de Caminhos-de-Ferro de São Bento


É no Porto, claro. Na Baixa.

Entrou em serviço em 7 de Novembro de 1896, mas só foi inaugurada oficialmente em 5 de Outubro de 1916. Nesta altura andar de automóvel era um verdadeiro luxo e o comboio surgiu como uma excelente alternativa. Ainda hoje é!

Sobre ela já correu muita tinta, de certez mais do que sobre o TGV.
É famosa pelos seus paíneis de azulejos, do pintor Jorge Colaço, que cobrem 551 metros quadrados de superfície e representam sobretudo cenas da História do Norte do País. Lindos!

A revista norte-americana Travel+Leisure, referiu-se à estação de S.Bento como uma das “ 16 estações mais bonitas do mundo”, chegando a compará-la com a arquitectura parisiense do séc. XIX. Um luxo!
Entrar em S. Bento é entrar na história e ainda bem que foi um dos monumentos recuperados recentemente.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Apresentação do tema


O Porto cresceu tanto. Desde o tempo dos meus avós que iam passar férias à Foz, construiu-se, remodelou-se, criaram-se novas modas, surgiram hábitos diferentes, correu-se  ‘pra fora da Baixa ‘pra viver, ‘pra comprar, ‘pra correr e ‘pra “curtir a noite”.

Passaram duas gerações.

E a pouco e pouco a Baixa vai ganhando voz outra vez.

Algumas lojas reinventaram-se; monumentos históricos ganham altura, jovens falam, riem, mexem a noite; e as luzes recomeçam a brilhar.

É isto que eu sei porque o vejo todos os dias, porque ouço as conversas de família e porque de dia ‘pra estudar e à noite ‘pra estar com os amigos eu corro para a Baixa.